
O projecto da UNANG tem como principal objectivo
criar uma alternativa credível
ao envio massivo de estudantes angolanos para o estrangeiro,
oferecendo cursos de alta qualidade
para a formação de uma elite de técnicos e profissionais
de diversos níveis, principalmente nas áreas e especialidades
que não existem
em nenhuma das outras instituições de ensino superior
criadas,
inseridas no domínio das engenharias,
das ciências tecnológicas aplicadas e das ciências
médicas.
O projecto pedagógico da UNANG considera a Universidade na sua tríplice dimensão de ensinar, pesquisar e participar activamente na vida da sociedade, pretendendo, nessa perspectiva, conceder destaque à investigação e à extensão, instrumentos expressivos de produção e difusão do conhecimento científico e tecnológico.
A UNANG adoptará uma estrutura modular que permita a formação de diferentes tipos de técnicos, em diversos níveis, fortemente alicerçada na prática experimental, recorrendo aos mais modernos métodos de ensino, e suficientemente flexível para se poder adaptar facilmente às mudanças e evoluções da ciência e tecnologia, e às necessidades de cada sector de actividade nacional em cada momento.
A estruturação da UNANG será concebida em Departamentos, Agregados a Institutos Superiores. Durante o ano de 1998 houve progressos assinaláveis no desenvolvimento deste Projecto. Em 29 de Abril de 1998, através do Despacho nº 28/98, o Presidente revogou o teor do Despacho nº08/98, de 13 de Janeiro, e "considerando a ecessidade de se redefinir a estratégia de actuação adoptada com a Criação da Comissão écnica para a implementação da UNANG", criou a "Comissão Coordenadora Para a Implementação da UNANG" e o "Grupo Técnico Para a Implementação da UNANG", subordinado à Comissão Coordenadora. Conforme o estabelecido no Artº 4º do despacho em referência, o Grupo Técnico apresentou à Comissão Coordenadora o "Projecto de Regulamento da Comissão" e uma proposta de "Programa de Trabalho para a implementação da UNANG ".
No
domínio da Formação, Educação e Ensino,
vários acordos e protocolos foram estabelecidos entre a Fundação e Instituições
Académicas ali sediadas,
visando a realização de acções conjuntas e de cooperação e intercâmbio
em diversos domínios:
Fundação Getúlio Vargas, através da sua Escola de Pós-Graduação em Economia, com a Fundação Odebrecht, para a organização e troca de experiências e informação no domínio da cultura, educação, ensino e pesquisa, especialmente no campo da economia e administração, da teoria e prática das fundações e das fundações.
American World University - Colégio Brasileiro de Aperfeiçoamento e Pós-Graduação, para a concepção e realização de cursos universitários à distância.
Sociedade de Ensino Superior de Nova Iguaçu, entidade que financia e mantém a Universidade de Nova Iguaçu, para o intercâmbio científico, cultural e educacional.
Universidade do Estado do Rio de Janeiro e Sociedade de Ensino Superior Estácio de Sá, através da Universidade Estácio de Sá, para o intercâmbio científico, cultural e educacional.
Fundação Estadual Norte Fluminense, que financia a Universidade Estadual Norte Fluminense, para a desenvolvimento do Ensino na área de ciências humanas, da saúde e da agro-pecuária.
Centro Educacional de Realengo, instituição que financia a Universidade de Castelo Branco, para o desenvolvimento de oportunidades na formação superior e técnica em educação física, motricidade humana, pedagogia, terapia ocupacional, fisioterapia, comunicação social, secretariado executivo, administração empresarial, análise de sistemas, medicina e veterinária.
Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais, para a promoção de intercâmbio e cooperação para o desenvolvimento do ensino superior e de pós-graduação no campo das ciências jurídicas.
Universidade Livre do Meio Ambiente, para a realização de acções conjuntas a favor do desenvolvimento da administração e gestão ambiental urbana e rural em Angola, especialmente através da assistência técnica e da formação de quadros.
Sociedade Educacional de São Paulo Apóstolo, através da Faculdade da Cidade, para a coperação no campo da educação e ensino, letras, comunicação social, marketing, direito, administração, contabilidade, turismo, educação física, biologia e processamento de dados. Salienta-se neste Convénio o compromisso da SESPA incentivar projectos que permitam a introdução da disciplina de "Literatura Africana de Língua Portuguesa", no currículo dos seus cursos de letras.
Estes acordos permitem, por um lado, abrir vagas a estudantes angolanos em algumas daquelas universidades e, por outro lado, contar com o "know-how" que elas possuem para elaborar o Projecto UNANG.
Actualmente
existem já cerca de 82 alunos angolanos no Brasil, ao abrigo destes
acordos.
A Fesa vai regulamentar o acesso a essas vagas, e as formas de acompanhamento
dos alunos no Brasil, por forma a garantir maior justiça.
É também intenção da FESA estabelecer acordos idênticos com instituições
similares noutras partes do Mundo.
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